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Aves · Cuidados com animais Fellfolio

Diamantes-mandarins: companhia, espaço para voar e alimentação

Um chamamento suave, um voo curto até ao ramo ao lado e, depois, duas aves a tratarem da plumagem uma da outra: a vida dos diamantes-mandarins está cheia destas pequenas interações. O seu tamanho pode fazer esquecer quanto espaço um grupo ativo precisa para se movimentar.

Um viveiro comprido, com espaço para voar, permite-lhes fazer esses percursos. Ao observares como tomam banho, procuram comida e interagem, começas a reconhecer os hábitos de cada ave. Num pequeno grupo, também convém estar atento às relações entre elas, ao acesso à comida e a sinais de reprodução.

Taeniopygia castanotis

Diamante-mandarim num ramo.
Companhia
Pelo menos 2 diamantes-mandarins compatíveis devem viver juntos. A atenção de uma pessoa não substitui a companhia de outra ave.
Espaço para voar
Um viveiro comprido permite voos mais longos. Os ramos devem deixar esses percursos livres.
Reprodução
Os diamantes-mandarins reproduzem-se facilmente. Antes de chegarem, convém saber o sexo das aves, decidir se haverá locais para fazer ninho e planear o que fazer se aparecerem ovos.

O diamante-mandarim australiano

Os diamantes-mandarins habitualmente criados em casa descendem da espécie australiana. A BirdLife Australia usa o nome Taeniopygia castanotis. Em livros mais antigos, aparece muitas vezes como Taeniopygia guttata castanotis. O diamante-mandarim de Timor é hoje considerado uma espécie distinta. Esta mudança na classificação zoológica não significa que as variedades domésticas de cores diferentes precisem de cuidados diferentes.

Na coloração natural, os machos adultos têm, entre outras características, manchas cor de laranja nas faces e desenhos nos flancos. As variedades de cor podem alterar estas marcas, por isso é importante identificar o sexo de cada ave com segurança ao formar um grupo. As aves jovens têm inicialmente o bico escuro. A Tierärztliche Vereinigung für Tierschutz, ou TVT, uma associação alemã de veterinários dedicada ao bem-estar animal, indica uma esperança de vida média de 5 a 7 anos. Vale a pena contar com vários anos de cuidados, apoio durante as férias e despesas veterinárias.

Um grupo em que todas as aves conseguem comer e descansar

Um casal que já se dá bem ou um pequeno grupo habituado a viver junto pode facilitar a adaptação. Vários pontos de alimentação e poleiros distribuídos pelo viveiro ajudam as aves mais reservadas a comer sem serem incomodadas e a encontrar um lugar para descansar. Na observação diária, vê se cada ave come, descansa e se movimenta livremente. Se alguma for afastada repetidamente da comida ou passar muito tempo escondida, convém rever a composição do grupo e a disposição do viveiro.

Antes de se juntar ao grupo, uma ave recém-chegada deve ser examinada por um veterinário com experiência em aves. A clínica pode indicar os exames necessários e como manter a recém-chegada separada das outras aves nesta fase. Também é útil ter um alojamento de reserva apropriado caso as aves deixem de se dar bem. Não juntes tentilhões ou periquitos de outras espécies apenas por terem um tamanho semelhante. A força do bico, o comportamento territorial e os hábitos alimentares podem ser muito diferentes.

Um viveiro com espaço para voar

Para um casal ou um pequeno grupo, um viveiro com 2 m² de área no chão e cerca de 2 m de altura é um ponto de partida generoso. A TVT indica 2 m² para aves que não tenham oportunidade de voar fora do viveiro. Uma forma comprida oferece percursos de voo mais úteis do que um viveiro alto e estreito. Mais espaço continua a ser vantajoso mesmo que as aves possam voar todos os dias numa divisão segura.

Os ramos naturais de diferentes diâmetros podem ficar suficientemente afastados para que as aves voem entre eles. Uma zona abrigada junto a um lado opaco dá-lhes um lugar onde se resguardar. Coloca a comida, a água de beber e um recipiente pouco fundo para o banho fora da trajetória dos dejetos que caem dos ramos superiores. Mantém a água limpa. No banho, as aves precisam de conseguir apoiar-se com segurança e sair facilmente.

Para voarem numa divisão, as janelas devem estar fechadas, os vidros devem ser visíveis ou estar protegidos e não pode haver recipientes de água abertos, ventoinhas ligadas ou plantas tóxicas ao alcance. Pontos de alimentação conhecidos podem ajudá-las a regressar ao viveiro por iniciativa própria. Reserva tempo suficiente e sem interrupções para que não tenhas de as apanhar por causa de um compromisso.

Perceber o que as aves realmente comem

Os diamantes-mandarins retiram a casca das sementes pequenas antes de comerem o interior. Por isso, uma taça cheia de cascas vazias pode parecer cheia de alimento. Todos os dias, verifica se ainda há sementes comestíveis por baixo e se cada ave consegue chegar à comida.

Numa mistura de sementes, os diamantes-mandarins tendem a escolher as suas preferidas e podem não obter todos os nutrientes de que precisam. Um alimento completo formulado para estas aves pode fazer parte de um plano alimentar definido com um veterinário com experiência em aves, juntamente com porções adequadas de sementes e vegetais frescos. Esse alimento pode apresentar-se em pellets, pequenos grânulos de alimento composto com os nutrientes distribuídos por cada grânulo. O veterinário pode avaliar as quantidades tendo em conta a alimentação anterior. Podes oferecer um pouco de salsa lavada ou brócolos cortados finamente num recipiente limpo. Retira os restos frescos antes de se estragarem e lava os recipientes.

Uma mudança de alimentação exige paciência e atenção ao que cada ave realmente come. No início, oferece o alimento novo ao lado do habitual. Pesar as aves ajuda a detetar dificuldades antes de serem visíveis pela aparência. Uma ave nunca deve ficar com fome para ser forçada a aceitar um alimento novo. Os suplementos de vitaminas e minerais devem ser avaliados em conjunto com a alimentação, sem os combinar antes de verificar o que cada produto já contém.

Evitar crias e reconhecer mudanças

Cestos e materiais para fazer ninhos podem estimular a reprodução. Se vais acolher um casal de sexos diferentes ou um grupo misto e não queres crias, convém planear antes da chegada das aves como limitar a reprodução. Se aparecerem ovos, fala com um veterinário com experiência em aves sobre o que fazer. A ficha da TVT refere a substituição por ovos artificiais como possibilidade para limitar novas ninhadas. São imitações que as aves podem continuar a incubar, mas das quais não podem nascer crias. O veterinário pode indicar-te quais são adequados e quanto tempo devem ficar no ninho. Retirar repetidamente os ovos sem os substituir pode estimular novas posturas e sobrecarregar a fêmea. Também não convém separar permanentemente um casal que se dá bem apenas por causa de ovos indesejados.

Quando mudam de casa, as aves jovens já devem conseguir alimentar-se sozinhas. Depois, conhecer os seus voos habituais, o interesse pelo banho e os locais onde preferem descansar ajuda-te a reconhecer mudanças. Uma ave que de repente passa muito tempo com as penas eriçadas ou come menos deve ser examinada rapidamente. Se tiver dificuldade evidente em respirar, contacta imediatamente um veterinário com experiência em aves ou um serviço de urgência veterinária. Com a idade, ramos mais baixos e percursos mais curtos até à comida podem facilitar o acesso. Primeiro, porém, é preciso investigar a causa de qualquer mudança, sem a atribuir automaticamente à idade.

Perguntas frequentes

Os diamantes-mandarins podem habituar-se à mão?

Alguns aproximam-se por iniciativa própria e, com tempo e paciência, aprendem a aceitar comida perto de uma mão. Muitos sentem-se mais à vontade quando são observados tranquilamente. Apanhá-los para os tornar mansos pode prejudicar essa confiança.

Os machos podem viver juntos?

Um grupo compatível de aves do mesmo sexo pode evitar a reprodução. Continua a ser importante observar se todas conseguem chegar à comida e aos locais de descanso sem conflitos persistentes.

Fontes e créditos das fotografias

Créditos das fotografias

Fotografia: Zebrafink (Taeniopygia guttata).jpg · HLI-Photography · CC0. A imagem foi reduzida sem alterar as proporções e guardada em formato WebP. Consoante a disposição na página, pode aparecer cortada.

Fotografia: Taeniopygia guttata -Australia -female-8a.jpg · Janet's Photos 2012 · CC BY 2.0. A imagem foi reduzida sem alterar as proporções e guardada em formato WebP. Consoante a disposição na página, pode aparecer cortada.

Fotografia: Taeniopygia-guttata.jpg · Penkinvaltaaja · CC BY-SA 4.0. A imagem foi reduzida sem alterar as proporções e guardada em formato WebP. Consoante a disposição na página, pode aparecer cortada.

Fotografia: Taeniopygia guttata -Karratha, Pilbara, Western Australia, Australia -male-8 (1).jpg · Jim Bendon from Karratha, Australia · CC BY-SA 2.0. A imagem foi reduzida sem alterar as proporções e guardada em formato WebP. Consoante a disposição na página, pode aparecer cortada.

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