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Peixes e aquários · Peixes de água doce · Molinésia de barbatana curta

Molinésia de barbatana curta: água, companhia e crias

As molinésias podem ter crias rapidamente, e muitas também comem alimentos de origem vegetal. Convém pensar na reprodução desde o início. Um grupo que aumenta precisa de mais espaço e cuidados.

Este retrato trata de Poecilia sphenops. Nas lojas, o nome molinésia também é usado para outras espécies e cruzamentos. A cor preta não identifica, por si só, o peixe. Pergunta pela espécie e pela origem antes de decidires se podes oferecer condições adequadas.

Poecilia sphenops

Molinésias de barbatana curta num aquário plantado.
Identificar a espécie
A cor de uma variedade comercial não chega para distinguir Poecilia sphenops de outras molinésias ou possíveis cruzamentos.
Medir a dureza
O teor de minerais da água tem de ser adequado aos peixes concretos. Mede os valores e informa-te sobre as suas necessidades.
Preparar as crias
Se juntares machos e fêmeas, organiza com antecedência o alojamento das crias e quem poderá recebê-las.

Que peixe é vendido como molinésia?

Poecilia sphenops partilha o nome comercial molinésia com Poecilia latipinna, de barbatana dorsal ampla, e Poecilia velifera, cujo macho tem uma dorsal ainda mais vistosa. Os cuidados precisam de corresponder à espécie concreta. A FishBase regista para Poecilia sphenops um comprimento máximo de cerca de 7,5 centímetros, sem contar a barbatana da cauda. O tamanho de um peixe jovem na loja não mostra quanto espaço precisará em adulto.

O aspeto de uma variedade ornamental também pode não revelar a sua ascendência. Uma publicação descreve, por exemplo, uma linha de molinésias pretas resultante de Poecilia mexicana cruzada com Poecilia sphenops. Isso não demonstra que todas as molinésias pretas tenham essa origem. Pede informação sobre os peixes oferecidos em vez de deduzires a espécie pela cor.

Espaço para nadar e lugares onde se afastar

O aquário deve combinar uma zona aberta para nadar com plantas que permitam aos peixes esconder-se dos outros. Distribui vários refúgios acessíveis. Um único conjunto de plantas num canto, rodeado por uma zona vazia, pode ajudar pouco. Deixa percursos que liguem as zonas sem obrigar todos a atravessar uma passagem estreita.

Considera comprimento, profundidade e volume juntamente com todos os habitantes previstos. Nem todas as molinésias de loja atingem o mesmo tamanho. Um aquário comprido costuma oferecer percursos de natação mais úteis do que um alto e estreito com igual volume. Filtro e aquecimento precisam de servir o aquário inteiro.

Compreender a água e preparar o filtro

A dureza geral, abreviada GH, mede sobretudo o cálcio e o magnésio dissolvidos na água. Uma água muito pobre em minerais não é uma boa escolha geral para molinésias. A associação britânica do comércio de peixes ornamentais OATA indica 20 a 28 °C e um pH de 7 a 8 na sua ficha geral sobre estes peixes. O pH mostra se a água é ácida, neutra ou alcalina. Confirma as necessidades dos teus peixes antes de usares esses valores como referência.

Antes de introduzir peixes, deixa o filtro amadurecer sem animais. Nele desenvolvem-se bactérias que transformam a amónia dos resíduos em nitritos e depois em nitratos. Amónia e nitritos são prejudiciais, enquanto os nitratos são menos nocivos. Esta preparação chama-se ciclagem do aquário. Usa um produto de amónia destinado a esse processo segundo as instruções e acompanha a evolução com testes. Após as novas adições indicadas, medições repetidas precisam de mostrar zero amónia e zero nitritos antes da chegada dos peixes.

Depois continuam a ser necessários testes e mudanças parciais regulares de água. A água da torneira pode conter cloro ou cloramina, desinfetantes prejudiciais para os peixes. Quando necessário, prepara a água nova com um condicionador apropriado e ajusta a temperatura antes de a juntares ao aquário.

Um grupo que consiga comer e descansar

A OATA propõe cerca de duas fêmeas por macho para distribuir a atenção do macho. Continua a observar o teu grupo. Se um peixe for perseguido repetidamente, ficar escondido ou não conseguir comer, revê os refúgios e a composição do grupo. Pode ser necessário separar os animais.

Antes de acrescentar outra espécie, compara as necessidades de água e o comportamento. Um peixe que precisa de água muito macia pode não se adaptar a um aquário rico em minerais preparado para molinésias. A designação peixe de comunidade não esclarece se duas espécies concretas podem viver juntas nas tuas condições.

Alimento completo com ingredientes vegetais

As molinésias comem matéria vegetal e animal. Um alimento completo para peixes com ingredientes vegetais pode ser a base diária. Completo significa que foi formulado para fornecer os nutrientes necessários. Pequenas quantidades de alimentos congelados adequados podem acrescentar variedade. As algas do aquário não substituem essa alimentação.

Oferece pequenas porções em vários locais e confirma que os peixes mais tranquilos também comem. Retira sobras e ajusta a porção seguinte se ficar alimento. Para as férias, prepara porções e combina quem dará cada refeição. Assim, várias pessoas não voltam a alimentar o grupo sem saberem que já comeu.

Crias que nascem a nadar

As molinésias são vivíparas: os ovos desenvolvem-se dentro da fêmea e as crias nascem capazes de nadar. No macho, a barbatana anal, na parte inferior e posterior do corpo, forma um órgão estreito chamado gonopódio, usado na reprodução. Na fêmea, essa barbatana tem forma de leque. Pede ajuda para planear o grupo se não conseguires distinguir os sexos com segurança.

Se quiseres criar, prepara refúgios, alimento suficientemente fino e mais espaço à medida que os jovens crescem. Pode fazer falta outro aquário com um filtro já amadurecido. Antes de haver muitas crias, combina futuros alojamentos com pessoas capazes de cuidar delas ou pergunta à loja que possibilidades reais existem.

Observar mudanças e pedir ajuda

Tremores, pouco apetite ou barbatanas apertadas junto ao corpo merecem atenção. Estes sinais podem ter diferentes causas. Verifica a temperatura e os valores da água, observa o grupo e consulta um veterinário que trate peixes. Não acrescentes sal ou medicamentos apenas porque uma molinésia treme.

Uma dificuldade respiratória marcada ou fraqueza repentina exigem ajuda imediata. Enquanto a procuras, verifica o equipamento. Os peixes novos devem passar primeiro por quarentena, separados num alojamento devidamente preparado, para reduzir o risco de levar uma doença ainda não detetada para o grupo.

Perguntas frequentes

Uma molinésia preta é sempre Poecilia sphenops?

A cor não comprova a espécie. Algumas variedades comerciais podem descender de cruzamentos. Pergunta pela identificação e pela origem dos peixes concretos.

É preciso acrescentar sal?

O nome molinésia não justifica uma adição geral de sal. Contam a espécie e os valores medidos. A dureza mineral da água e um tratamento com sal são questões diferentes, a discutir com uma pessoa competente.

Podem comer apenas algas?

As algas não substituem um alimento completo adequado. Distribui porções para que todo o grupo consiga comer e verifica as sobras.

Fontes e créditos das fotografias

Créditos das fotografias

Fotografia: PoeciliaSphenops.jpg · Dnoerholm / FAURSKOV · CC BY-SA 4.0. Formato da imagem adaptado.

Fotografia: Black molly1.JPG · Przemysław Malkowski (Pmalkowski) · CC BY 3.0. Formato da imagem adaptado.

Fotografia: Orange molly.jpg · h080 · CC BY-SA 2.0. Formato da imagem adaptado.

Fotografia: 2015-09-13 female spotted molly.jpg · BACbKA / Togabi · CC BY-SA 4.0. Formato da imagem adaptado.

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