Identificar a amazona-de-fronte-azul e conhecer a sua origem
Amazona aestiva é uma espécie sul-americana de amazona que mede cerca de 35 a 37 cm. Tem penas azuis na testa e áreas amarelas de tamanho variável à volta da face e da cabeça. A quantidade de amarelo difere de ave para ave, pelo que o desenho da cabeça, por si só, não permite identificar a espécie com segurança. Com uma longevidade possível de 50 a 60 anos, segundo o World Parrot Trust, também é preciso pensar em quem poderá cuidar dela no futuro.
Num centro de acolhimento experiente, podes observar em diferentes situações um par de aves adultas que já convivem bem. Repara se ambas comem tranquilamente e como reagem às pessoas. Quem cuida delas pode mostrar-te os procedimentos a que estão habituadas e como decorrem os cuidados e a interação diária com esse par.
Quando acolheres uma amazona, devem acompanhar a ave os registos da sua origem, os dados da identificação existente e os resultados de exames veterinários disponíveis. Confirma antecipadamente junto da autoridade competente na tua área quais são os requisitos de proteção da espécie e de comércio de animais selvagens. Também convém combinar quem assumirá os cuidados quando os atuais responsáveis envelhecerem. As aves podem continuar a precisar de alimentação e limpeza diárias, além de acompanhamento veterinário, durante muitos anos. Ter pessoas de confiança já familiarizadas com elas facilita essa continuidade.
Um viveiro de voo com ramos resistentes e abrigo
Na orientação veterinária publicada pela Thieme, recomenda-se para amazonas um viveiro com pelo menos 4 m de comprimento, 1,5 m de largura e 2 m de altura, juntamente com voo diário fora do viveiro. Estas medidas ajudam a perceber quanto espaço reservar logo no planeamento. Percursos mais longos e mais locais seguros para pousar dão às aves mais oportunidades de movimento.
Os ramos naturais resistentes devem estar dispostos de modo a permitir o voo entre eles, com opções para trepar e roer nas zonas laterais. Uma zona traseira abrigada oferece sossego. Distribui a comida e a água de modo que nenhuma ave consiga impedir o acesso da outra a todos os pontos importantes. Deve ser possível limpar e trocar as taças sem ter de estender a mão para um canto estreito junto de uma ave que esteja a defender-se.
Os materiais e os fechos têm de resistir a bicos fortes. Peças adequadas de aço inoxidável são uma opção. Ligas metálicas desconhecidas e revestimentos a descascar são problemáticos. Um viveiro exterior também precisa de abrigo, proteção contra as condições meteorológicas e uma entrada segura. Dentro de casa, mantém os vapores da cozinha, o fumo, os produtos em spray e os recipientes com água destapados afastados da zona das aves. A organização do espaço deve permitir que outra pessoa também cuide delas com facilidade.
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Respeitar a relação entre as aves e a sua linguagem corporal
Um companheiro compatível da mesma espécie permite que as aves descansem juntas, troquem chamamentos e arranjem as penas uma à outra. Cada ave também precisa de espaço para se afastar. Para formar um novo par, são necessários alojamentos separados e uma aproximação gradual acompanhada por alguém experiente. Antes do contacto direto, a nova ave deve ser examinada por um veterinário com experiência em aves e ficar temporariamente noutra divisão. Esta separação chama-se quarentena e ajuda a proteger as aves que já vivem em casa de possíveis infeções. A clínica veterinária deve definir a duração da quarentena de acordo com o estado de saúde e o historial da nova ave.
As amazonas podem mostrar que estão agitadas através da cauda aberta em leque, de mudanças de postura e de sinais claros de ameaça. Estes sinais devem ser interpretados em conjunto e no contexto em que surgem. Se uma ave mostrar que quer mais distância, um poleiro conhecido pode dar-lhe um lugar para onde se afastar por iniciativa própria. Aproximar ainda mais as mãos do bico nesse momento pode dificultar a interação.
A maturidade sexual e o comportamento reprodutivo podem alterar a forma como as aves se relacionam entre si e com as pessoas. Cavidades escuras e carícias repetidas nas costas ou no corpo podem estimular esse comportamento. Por isso, evita fazer festas nas costas e na barriga. Se a amazona procurar contacto por iniciativa própria, pode gostar de festas suaves na cabeça ou no pescoço. Atividades adequadas e rotinas previsíveis também facilitam a convivência. Se houver risco de ferimentos, separa as aves em espaços distintos e procura orientação especializada. Os castigos podem aumentar as reações defensivas e dificultar os cuidados futuros.
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Relacionar a alimentação com o peso e a condição física
As amazonas escolhem muitas vezes os componentes mais gordos das misturas de sementes. Uma alimentação rica em sementes de girassol e frutos secos pode fornecer energia em excesso e, ao mesmo tempo, ser nutricionalmente desequilibrada. Pellets formulados para papagaios, acompanhados de legumes, oferecem uma base mais fácil de planear. Os pellets são pequenos pedaços de alimento em que os ingredientes são processados em conjunto. As porções devem corresponder à condição física e à atividade de cada ave.
Podes oferecer pimento, cenoura ou brócolos lavados em pedaços fáceis de agarrar, e fruta em quantidades menores. Um pedacinho de fruto seco pode ser uma recompensa apreciada durante o treino, desde que conte para a ração diária. Uma clínica veterinária com experiência em aves pode indicar quantidades adequadas com base no peso e nos resultados do exame. Uma dieta muito restritiva decidida sem orientação não é uma boa resposta a uma suspeita de excesso de peso.
As mudanças de alimentação devem ser graduais. Pesar regularmente as aves e observar o que cada uma realmente engole ajuda a acompanhar a transição. No início, o alimento habitual continua disponível. Retira os restos de alimentos frescos pouco depois das refeições e assegura água fresca e taças limpas todos os dias. Registar as porções também ajuda quem substitui a pessoa que cuida habitualmente das aves a contar as recompensas juntamente com as refeições, sobretudo se várias pessoas treinarem a mesma ave.
Oferecer atividades e assegurar os cuidados ao longo dos anos
Um embrulho de papel pouco apertado, com alimento conhecido no interior, dá à amazona algo para abrir. No início, a recompensa deve ficar visível. Mais tarde, a ave pode fazer um pouco mais para chegar até ela. Ramos resistentes e seguros para roer oferecem outra atividade. Verifica regularmente se os brinquedos têm peças soltas, aberturas onde a ave possa ficar presa ou fibras compridas e soltas.
Passar voluntariamente para outro poleiro, ficar em cima de uma balança e entrar na caixa de transporte são exercícios que facilitam os cuidados. Cada um pode começar com um movimento pequeno, recompensado de imediato. Uma segunda pessoa conhecida das aves também deve aprender estas rotinas, para poder cuidar delas se a pessoa habitual estiver doente ou ausente.
As amazonas mais velhas podem beneficiar de poleiros largos e fáceis de alcançar, com percursos mais curtos entre eles. Se uma ave começar a agarrar os poleiros com menos firmeza, voar menos ou apresentar mudanças no apetite, deve ser examinada por um veterinário com experiência em aves, para que uma eventual doença seja identificada e tratada. Uma ave que danifica as próprias penas com o bico também deve ser avaliada pelo veterinário, porque esse comportamento pode ter várias causas. Se tiver dificuldade em respirar ou mostrar fraqueza acentuada, procura imediatamente ajuda veterinária. Manter os contactos veterinários atualizados junto da caixa de transporte ajuda todas as pessoas que cuidam das aves a agir de forma coordenada.
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Perguntas frequentes
Uma amazona-de-fronte-azul é adequada para uma família?
Pode habituar-se às pessoas, mas precisa de cuidados prestados por alguém experiente e de limites seguros no dia a dia. As crianças não devem ter acesso direto à ave sem supervisão. Os chamamentos, a força do bico e a longa vida da ave afetam toda a família.
Uma amazona mais velha precisa de menos atividades?
O tipo e a dificuldade das atividades podem ser adaptados. Procurar alimento em locais fáceis de alcançar, conviver com companheiros conhecidos e fazer exercícios voluntários e curtos continuam a ser úteis. Novas limitações devem ser avaliadas por um veterinário.
Um olhar mais atento
Fontes e créditos das fotografias
- Blue-fronted AmazonWorld Parrot TrustIdentificar a amazona-de-fronte-azul e conhecer a sua origem
- Heimtier-Infos: AmazoneThieme TiermedizinUm viveiro de voo com ramos resistentes e abrigo
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- Introduction to disorders and diseases of pet birdsMerck Veterinary ManualOferecer atividades e assegurar os cuidados ao longo dos anos
- Geriatric diseases of pet birdsMerck Veterinary ManualOferecer atividades e assegurar os cuidados ao longo dos anos
- Reproductive diseases of pet birdsMerck Veterinary ManualRespeitar a relação entre as aves e a sua linguagem corporal
- Where to pet your birdPetMD, reviewed by Sandra C. Mitchell, DVM, DABVPRespeitar a relação entre as aves e a sua linguagem corporal
Créditos das fotografias
Fotografia: Turquoise-fronted amazon (Amazona aestiva) 2.JPG · Charles J. Sharp · CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada para a Web e convertida para o formato WebP. O conteúdo da imagem manteve-se inalterado.
Fotografia: Turquoise-fronted amazon (Amazona aestiva) head.JPG · Charles J. Sharp · CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada para a Web e convertida para o formato WebP. O conteúdo da imagem manteve-se inalterado.
Fotografia: Blue fronted amazon(Amazona aestiva) cock and hen.jpg · Drcbrothephotographer · CC0. Imagem redimensionada para a Web e convertida para o formato WebP. O conteúdo da imagem manteve-se inalterado.
Fotografia: Amazona aestiva -in tree-8.jpg · mauroguanandi · CC BY 2.0. Imagem redimensionada para a Web e convertida para o formato WebP. O conteúdo da imagem manteve-se inalterado.






