Uma ave doméstica da família dos estrildídeos
O bengalim-do-japão é uma forma doméstica, obtida por seleção, de Lonchura striata. O seu nome científico habitual é Lonchura striata domestica. Pertence aos estrildídeos, a família de pequenas aves canoras que também inclui o diamante-mandarim.
Os bengalins-do-japão medem aproximadamente 11 a 13,5 centímetros. A plumagem pode apresentar diferentes combinações de castanho e branco. A cor das penas, por si só, não permite distinguir com segurança machos e fêmeas. Se não pretendes ter crias, convém esclarecer a composição do grupo com uma pessoa experiente que as ceda ou com um veterinário habituado a tratar aves.
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Pensar na companhia desde o início
Os bengalins-do-japão procuram a proximidade de outros da sua espécie. Para começar, faz sentido escolher pelo menos duas aves que já se deem bem. Um grupo que viva em harmonia também pode ser uma boa opção, desde que o alojamento tenha espaço para voar, locais de descanso e pontos de alimentação para todas. Aves compatíveis do mesmo sexo podem viver juntas. A atenção de uma pessoa não substitui esta companhia para um bengalim que viva sozinho.
Antes de juntar uma ave nova ao grupo, convém levá-la ao veterinário e alojá-la à parte, segundo um plano definido na consulta. Esta quarentena ajuda a evitar que infeções ainda não detetadas cheguem ao grupo. Depois, o contacto pode ser introduzido aos poucos. Durante a aproximação, é importante verificar se alguma ave está a ser perseguida continuamente ou impedida de chegar à comida. Ter um segundo alojamento preparado permite separá-las em segurança, se for necessário.
Para quem começa, é mais fácil acompanhar um grupo da mesma espécie do que um viveiro com várias espécies. Juntar bengalins a outros pequenos pássaros ou a periquitos sem preparação pode causar conflitos. A força do bico, o comportamento e as necessidades dos possíveis companheiros são diferentes. A reprodução também pode alterar a convivência.
Espaço para bater as asas
Um viveiro é um alojamento espaçoso para aves. No caso dos bengalins, o comprimento é especialmente importante, para que consigam dar várias batidas de asas entre poleiros colocados em lados opostos. Convém deixar a zona central quase livre. Muitos poleiros próximos uns dos outros ocupam espaço de voo e acabam por incentivar pequenos saltos.
O tamanho tem de ser adequado ao grupo inteiro. Além de um alojamento espaçoso, as aves devem poder voar em segurança fora dele ou aceder a uma zona de voo maior. Se não houver um percurso seguro na divisão escolhida, convém repensar o alojamento antes de receber as aves. O guia para preparar uma divisão para as aves ajuda a preparar janelas, locais de pouso e saídas para voar.
Ramos naturais com diferentes espessuras permitem variar a forma como as patas se apoiam. As taças não deveriam ficar debaixo de um poleiro muito usado. Vários pontos de alimentação facilitam o acesso de todas as aves à comida. O espaçamento da rede e as portas devem impedir que os pequenos bengalins passem pelas aberturas ou fiquem com a cabeça presa.
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Um local tranquilo e ar limpo
O alojamento deve ficar num local luminoso, sem correntes de ar e afastado de zonas de passagem frequente. As aves precisam de uma alternância regular entre a luz do dia e a escuridão da noite, com descanso sem interrupções. Para aves mantidas dentro de casa, vale a pena pedir orientação sobre iluminação adequada. O tipo de lâmpada, a distância aos poleiros e o acesso à sombra devem ser pensados em conjunto.
Antes de as aves saírem para voar, convém fechar portas e janelas, incluindo janelas oscilobatentes. Os vidros grandes e os espelhos devem ser reconhecíveis como obstáculos. Ventoinhas a funcionar, recipientes de água abertos e cabos acessíveis precisam de ser retirados da zona de voo ou protegidos. Gatos e cães devem ficar noutra divisão durante esse período.
As aves são sensíveis à poluição do ar. Convém mantê-las afastadas de fumo, ambientadores em spray e vapores de produtos de limpeza. Alguns utensílios de cozinha com revestimento contêm PTFE, um plástico que pode libertar substâncias perigosas quando aquecido. Por isso, a cozinha não é um local adequado para as alojar.
Escolher a comida e fazer mudanças graduais
Os bengalins podem escolher as sementes preferidas numa mistura. Assim, o que comem acaba muitas vezes por ser menos variado do que o conteúdo do saco. É difícil garantir uma alimentação equilibrada apenas com sementes. Um alimento completo adequado a estes pequenos pássaros pode ajudar. Os pellets são pequenos pedaços de alimento prensado ou moldado que reúnem vários ingredientes.
A introdução de novos alimentos deve ser gradual. A comida habitual deve continuar disponível até teres a certeza de que todas as aves comem bem a nova. Num grupo, é importante observar cada uma. Ver um bengalim comer com entusiasmo não significa que os restantes também estejam a comer. Pesá-los com orientação de um veterinário de aves é especialmente útil durante uma mudança de alimentação.
Legumes bem lavados e cortados em pedaços pequenos, assim como folhas adequadas, podem dar variedade à alimentação. As porções e os suplementos devem ser ajustados ao alimento completo que já é usado. O grit insolúvel é constituído por pequenas pedras que algumas aves engolem para triturar a comida. Os bengalins descascam as sementes e não precisam dessas pedras. São diferentes de fontes de cálcio solúvel, como o osso de choco. A necessidade de suplementos minerais deve ser avaliada com o veterinário, tendo em conta toda a alimentação.
Pequenos cuidados de todos os dias
A refeição da manhã é uma boa oportunidade para observar cada ave. Convém verificar se todas se aproximam da comida, se movem como é habitual e se agarram bem aos ramos. As cascas vazias das sementes podem fazer uma taça parecer mais cheia do que está. Por isso, vale a pena verificar e renovar a comida, em vez de acrescentar sempre mais por cima.
A água de beber deve ser renovada todos os dias, e as taças lavadas diariamente. As zonas sujas precisam de limpeza regular e os restos de comida húmida devem ser retirados antes de se estragarem. Podes disponibilizar à parte uma banheira baixa e estável. A água deve estar limpa e o recipiente ficar num local onde não molhe a comida próxima.
Percursos de voo livres e pontos de alimentação acessíveis já dão às aves bastante que fazer. Ramos novos ou uma pequena porção de comida conhecida noutro local de fácil acesso podem trazer variedade. É importante manter o acesso habitual à alimentação. Para estes pequenos pássaros, mudanças simples costumam ser mais úteis do que brinquedos volumosos para papagaios.
Ganhar confiança com gestos tranquilos
Um bengalim pode aprender que a pessoa que troca as taças não representa uma ameaça. Movimentos lentos e rotinas familiares ajudam nessa habituação. Quando as aves se mantêm descontraídas, podes oferecer um pouco de comida conhecida perto de um poleiro que lhes apresentes. Cada aproximação voluntária pode ser recompensada de imediato.
Uma boa relação não depende de a ave vir à tua mão. Observá-la a tomar banho, a voar ou a descansar junto das outras já permite conhecer de perto o seu dia a dia. Uma habituação tranquila à caixa de transporte pode facilitar as deslocações necessárias. Convém aprender com uma pessoa experiente ou com um veterinário de aves a apanhar um bengalim em segurança, sem o perseguir pela divisão.
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Reconhecer a vontade de nidificar e sinais de doença
Um ninho é mais do que um acessório decorativo. A presença de locais para nidificar pode estimular a reprodução e alterar o comportamento do grupo. Se não pretendes ter crias, convém conversar com uma pessoa experiente sobre o alojamento e a composição do grupo. A postura repetida de ovos justifica orientação veterinária, porque pode exigir muito do organismo.
Menos apetite, repouso invulgarmente prolongado, alterações nas fezes ou uma ave que passa muito tempo com as penas eriçadas justificam uma consulta sem demora. Dificuldade evidente em respirar, fraqueza intensa ou incapacidade de se manter bem no poleiro exigem ajuda imediata. Uma fêmea que faz força e parece fraca também precisa de assistência urgente. Estes sinais podem ter várias causas.
Preparar vários anos em companhia do grupo
O WWF indica uma esperança de vida de cerca de cinco a dez anos para o bengalim-do-japão. Um par ou grupo acolhido precisa de cuidados todos os dias, também nas férias, durante uma doença ou em alturas de maior trabalho ou estudo. Convém que a pessoa que te pode substituir conheça a rotina com antecedência.
Antes de receber as aves, convém esclarecer a origem, a idade, a alimentação atual e eventuais problemas de saúde conhecidos. As aves jovens têm de comer sozinhas. Além das próprias aves, o orçamento deve incluir alojamento, iluminação, alimentação e cuidados veterinários. O planeador de custos ajuda a separar as compras iniciais das despesas regulares. A ferramenta de plano de cuidados permite reunir as tarefas diárias para quem tratar das aves durante as férias.
Perguntas frequentes
Posso manter dois machos ou duas fêmeas juntos?
Bengalins compatíveis do mesmo sexo podem viver juntos. A cor das penas não permite identificar o sexo com segurança. Uma pessoa experiente ou um veterinário de aves pode ajudar a esclarecer a composição do grupo.
São uma boa escolha para quem nunca teve aves?
Podem ser, desde que a preparação seja cuidada. Precisam de companhia compatível, espaço onde consigam voar e alguém que observe cada ave diariamente. Escolher um grupo que já se dê bem facilita a decisão.
Podem viver com diamantes-mandarins?
Um viveiro com várias espécies precisa de planeamento próprio e espaço suficiente para as aves se afastarem umas das outras. O comportamento tranquilo dos bengalins não permite prever a reação de outros pequenos pássaros. Para quem começa, é mais simples acompanhar um grupo da mesma espécie.
Precisam de um cesto para dormir?
Um cesto fechado também pode servir de ninho. Se não pretendes ter crias, não convém acrescentá-lo sem ponderar esse efeito. Uma pessoa experiente pode ajudar a escolher locais de descanso seguros e acessórios adequados.
Um olhar mais atento
Fontes e créditos das fotografias
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- Effects of domestication on neophobia in Bengalese finchesSuzuki et al., Behavioural Processes, Teikyo University research recordUma ave doméstica da família dos estrildídeos
- Haltungsstandards für domestizierte Ziervögel, 2019, Seiten 19 und 20Deutscher Kanarien- und Vogelzüchter-BundUma ave doméstica da família dos estrildídeos · Pensar na companhia desde o início · Pequenos cuidados de todos os dias
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- Where should I get my bird from?RSPCA AustraliaPreparar vários anos em companhia do grupo
Créditos das fotografias
Fotografia: bengalese finch (i'm not talking to you) · Steve Higgins · CC BY-ND 2.0.
Fotografia: Society Finch · Thomas Quine · CC BY 2.0.
Fotografia: Bengalese finches · Marie Hale · CC BY 2.0.
Fotografia: IMG_8495.jpg · Marty Bond · CC BY-ND 2.0.






