Desenhos semelhantes em espécies diferentes
Na rasbora arlequim, a mancha preta ocupa grande parte da metade posterior do corpo. Trigonostigma espei e Trigonostigma hengeli têm uma silhueta mais esguia e uma marca mais estreita. Trigonostigma truncata, descrito em 2020, também se parece.
Antes de escolheres os peixes, pede o nome científico e informação verificável sobre a origem. Fotografias de vários ângulos podem ajudar uma pessoa competente a comparar as espécies. Um desenho parecido não torna todas as fichas de cuidados igualmente adequadas. Este retrato refere-se a Trigonostigma heteromorpha.
Abrigos e espaço para nadar em conjunto
Coloca plantas nos lados e ao fundo, deixando espaço entre as folhas para os peixes se retirarem. A frente ou o centro pode ficar livre para nadar. Algumas plantas flutuantes podem dar sombra a uma parte da superfície. Evita cobri-la totalmente com vegetação densa que dificulte o cuidado do aquário.
Avalia o comprimento e a área útil da base pensando no grupo completo. Um aquário estreito continua a ser difícil de dividir em zonas úteis, mesmo com um volume aparentemente suficiente. Orienta a saída do filtro e distribui o interior de modo a conservar zonas mais tranquilas. Verifica a temperatura real com um termómetro independente do aquecimento.
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O que significa água macia e ácida
Nos seus meios florestais naturais, a rasbora arlequim vive em água macia e ácida. Água macia contém poucos minerais, sobretudo cálcio e magnésio. Água ácida tem um pH inferior a sete. A dureza geral, ou GH, e o pH são medidas diferentes. Conhece ambas antes de escolheres os peixes.
A ficha específica de Aquarium Industries indica 23 a 26 °C e um pH de 6 a 7,5. Fichas gerais sobre rasboras podem apresentar outros valores. Pergunta pelas condições anteriores dos teus peixes e procura ajuda para escolher valores estáveis que consigas manter. Se for necessário ajustar o pH, pede conselho com base nas medições do aquário antes de acrescentares um produto para o alterar.
Um grupo de rasboras e outros habitantes tranquilos
A RSPCA recomenda pelo menos seis rasboras juntas. A presença da própria espécie ajuda estes peixes sociais a sentirem menos medo. Planeia primeiro o grupo completo. Poucos indivíduos de várias espécies sociais não substituem um grupo adequado para cada uma.
Os outros habitantes precisam de ser compatíveis no tamanho, comportamento e necessidades de água. Peixes muito ativos ou maiores podem afastar as rasboras ou comê-las. Observa se o grupo chega ao alimento sem ser incomodado. Se os peixes ficarem sempre escondidos, revê a organização, os outros habitantes e as condições da água.
Ler mais: Escolher peixes para o aquário: que espécies podem viver juntas · Cuidar de néons: cardume, plantas e parâmetros da água
Alimento que os peixes consigam comer
Flocos pequenos ou grânulos finos completos fornecem os nutrientes necessários ao dia a dia. Pequenas porções de alimento congelado adequado, como dáfnias, podem variar a alimentação. Os pedaços precisam de caber na boca. Observa se os peixes conseguem realmente comer o alimento oferecido.
Se o alimento chegar ao fundo ou for interceptado pelos outros habitantes, ajusta a sua forma e o local onde o distribuis. Acrescentar mais alimento apenas aumenta os resíduos. Para as férias, deixa porções medidas e instruções a quem ficar responsável. Um alimentador automático também precisa de verificações regulares do seu funcionamento.
Como os ovos ficam sob as folhas
Ao contrário de guppies e molinésias, estas rasboras não dão à luz crias capazes de nadar. Durante a postura, viram-se de barriga para cima debaixo de uma folha e fixam os ovos na sua face inferior. Deles saem larvas. Um pequeno peixe encontrado entre as plantas não nasceu necessariamente como uma cria viva.
Para criar novos peixes de forma planeada, prepara antes condições adequadas à postura e ao desenvolvimento, bem como alimento muito fino. As plantas de um aquário comunitário não substituem esse plano. Num aquário adicional, o filtro precisa de já conseguir transformar os resíduos das crias antes de elas chegarem. Pode ser mais sensato conhecer primeiro os cuidados do grupo adulto.
Um filtro preparado e atenção diária
Antes da chegada dos primeiros peixes, o filtro deve desenvolver as bactérias que transformam a amónia e os nitritos nocivos produzidos pelos resíduos. Esta preparação sem peixes chama-se ciclagem. Um produto de amónia destinado a este fim permite alimentar o processo de acordo com as instruções. Só introduzas o grupo quando os testes continuarem a mostrar zero amónia e zero nitritos após novas adições prescritas.
Verifica o equipamento e planeia testes da água e mudanças parciais regulares. Respiração rápida, perda de apetite ou manchas novas justificam o contacto com uma clínica que trate peixes. Dificuldade respiratória grave ou grande fraqueza exigem ajuda imediata. Os valores medidos e as notas sobre a manutenção recente ajudam a avaliar o problema.
Perguntas frequentes
Um par de rasboras arlequim é suficiente?
Não. São peixes sociais e a RSPCA recomenda pelo menos seis rasboras juntas. Peixes de outras espécies não substituem a companhia da própria espécie.
A água tem de ser escura?
A origem florestal ajuda a compreender a água macia e ácida e a necessidade de cobertura. A cor da água não mostra a dureza, o pH nem a presença de resíduos nocivos. Qualquer uso de produtos deve fazer parte de um plano de água adequado e aconselhado.
Criam-se tão facilmente como molinésias?
O processo é diferente porque as rasboras arlequim põem ovos. Para criares os jovens, prepara condições adequadas ao desenvolvimento dos ovos e das larvas, alimento muito fino e um aquário cujo filtro já consiga transformar os resíduos das crias.
Um olhar mais atento
Fontes e créditos das fotografias
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Créditos das fotografias
Fotografia: Trigonostigma heteromorpha Natural History Museum University of Pisa.jpg · Mattia Nocciola (photograph) / Museo di storia naturale dell’Università di Pisa / Marta Arosio (WMIT, crop) · CC BY-SA 4.0. Formato da imagem adaptado.
Fotografia: Harlequin Rasbora.jpg · Mariusz Dabrowski (Wayrse) · CC BY-SA 3.0. Formato da imagem adaptado.
Fotografia: Cyprinidae Trigonostigma heteromorpha 3.jpg · Nasser Halaweh (NasserHalaweh) · CC BY-SA 4.0. Formato da imagem adaptado.
Fotografia: 01.Rasbora heteromorpha.jpg · Juan R. Lascorz / Togabi · CC BY-SA 3.0. Formato da imagem adaptado.






