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Aves · Fellfolio: cuidados com animais

Periquitos-de-colar: espaço para voar, companhia e chamamentos sonoros

Com a longa cauda atrás de si, um periquito-de-colar atravessa o viveiro, um recinto espaçoso onde as aves podem voar. Pousa, chama pelo companheiro e começa a roer a casca de um ramo. Estas aves voam com agilidade e os seus chamamentos ouvem-se à distância. Se quiseres acolhê-las, precisas de uma área ampla para elas e de uma casa onde todos convivam bem com os seus chamamentos diários.

É fácil passar tempo a observar duas aves que se dão bem enquanto exploram, comem e descansam juntas. O interesse pelas pessoas varia consoante a história de cada ave. Ambas continuam a precisar de voar todos os dias, de convívio com outro periquito-de-colar e de atividades, mesmo que uma delas goste de estar perto de ti.

Alexandrinus krameri

Dois periquitos-de-colar junto a um tronco de árvore, um deles com as asas abertas
Espaço para voar
Planeia um viveiro comprido onde possas entrar antes de acolheres as aves.
Companhia
Conta com outro periquito-de-colar compatível e apresenta gradualmente as aves que ainda não se conhecem.
Esperança de vida
O World Parrot Trust indica cerca de 25 a 30 anos. Planeia onde as aves vão viver e quem poderá cuidar delas na tua ausência ao longo desse período.

Identificação, origem e dois nomes científicos

A organização de proteção de papagaios World Parrot Trust usa Alexandrinus krameri como nome científico do periquito-de-colar. Em livros e documentos sobre a origem das aves ainda aparece muitas vezes Psittacula krameri. Os dois nomes referem-se à mesma espécie, originária de partes de África e da Ásia. O comprimento total, de cerca de 40 cm, inclui a longa cauda. O World Parrot Trust indica uma esperança de vida de cerca de 25 a 30 anos.

Os machos adultos com a coloração natural têm um anel bem visível à volta do pescoço. Nas fêmeas e nas aves jovens, identificar o sexo e a idade não é tão simples. Existem também aves azuis, amarelas e de outras cores obtidas em cativeiro. Antes de escolher um companheiro, pode ser necessário confirmar o sexo por um método fiável, em vez de tentar determinar o sexo e a idade apenas por uma fotografia.

Ao acolheres uma ave, é útil conhecer a sua idade, se for conhecida, a alimentação habitual, os laços que já tem com outras aves e os seus documentos de saúde. Se duas aves adultas já vivem bem juntas, podes observar essa relação antes de as levares para casa. Para as próximas décadas, convém também saber quem poderá cuidar delas diariamente durante férias ou períodos de doença.

Um viveiro com espaço para voos longos

O World Parrot Trust indica um viveiro onde uma pessoa possa entrar e que tenha pelo menos 4,5 m de comprimento. Esta medida ajuda a perceber o espaço necessário para as aves darem várias batidas de asas seguidas. A largura e a altura também têm de permitir que todas as aves voem, acomodem a cauda e pousem com conforto. Um corredor estreito com o comprimento indicado não seria suficiente.

Podes colocar poleiros robustos perto das extremidades opostas, deixando livre o percurso entre eles. Espaços para trepar dos lados e uma zona de descanso abrigada dão às aves outras opções. Distribui os locais de alimentação para que ambas possam comer sem terem de se cruzar constantemente. Comedouros acessíveis pelo exterior também facilitam a tarefa de quem cuidar delas na tua ausência.

Para voarem diariamente fora do viveiro, as aves precisam de uma divisão preparada, com as janelas fechadas, os vidros bem visíveis e locais seguros onde pousar. Cabos e arestas dos móveis podem atrair os seus bicos fortes, por isso vale a pena verificar toda a área antes do voo. Fumo, produtos em spray e vapores de cozinha não devem chegar a esse espaço. Um viveiro exterior precisa ainda de proteção contra o tempo, de um abrigo adequado e de uma entrada segura que impeça fugas.

Companhia e chamamentos que se ouvem à distância

Os periquitos-de-colar comunicam através de chamamentos que se ouvem à distância. Uma visita a um local onde as aves sejam bem cuidadas dá-te uma ideia mais fiel do som no dia a dia do que uma gravação no telemóvel. Considera também os vizinhos, o espaço onde trabalhas e os quartos. Treinar um papagaio para ficar permanentemente calado não é um objetivo realista.

Antes de conhecer as aves que já vivem contigo, um possível novo companheiro deve ser examinado por um veterinário especializado em aves e ficar numa divisão separada. Esta separação chama-se quarentena e ajuda a impedir que possíveis infeções cheguem às outras aves. A clínica veterinária pode indicar os exames necessários e a duração da quarentena. Depois da quarentena, as aves podem começar a ver-se e a ouvir-se gradualmente. Nos encontros, precisam de espaço para se afastarem e de uma forma segura de as separar.

Comerem juntas com tranquilidade e aproximarem-se por vontade própria são sinais encorajadores. Se uma ave perseguir a outra repetidamente ou a impedir de chegar à comida, separa-as em segurança nessa fase. Uma clínica especializada em aves ou uma entidade experiente na procura de novos lares pode ajudar-te a planear os encontros seguintes. Não juntes simplesmente pequenos tentilhões ou periquitos de outras espécies ao viveiro. Num espaço planeado para aves da mesma espécie, é mais fácil perceber as necessidades e as relações entre elas.

Fazer de parte da refeição uma atividade

Os pellets formulados para papagaios, pequenos grânulos em que os ingredientes são preparados em conjunto, podem servir de base à alimentação. Podem ser acompanhados de legumes lavados e de quantidades menores de outros alimentos adequados. Como os ingredientes estão reunidos em cada grânulo, as aves têm menos oportunidade de escolher apenas as sementes preferidas. Cenoura, pimento e brócolos oferecem formas e texturas diferentes. Um veterinário especializado em aves pode ajudar-te a ajustar as porções ao que cada ave realmente come e à sua condição corporal.

Para começar, podes deixar alguns pedaços de comida habitual à vista num recipiente pouco fundo, para as aves os procurarem. Mais tarde, podes embrulhá-los sem apertar em papel sem impressão, dando-lhes algo para abrir e retirar. As recompensas contam para a quantidade diária de alimento. Ramos frescos e materiais seguros para roer oferecem mais ocupação. Retira os objetos danificados que tenham fibras soltas.

Durante uma mudança de alimentação, mantém a comida habitual disponível até teres a certeza de que ambas as aves comem regularmente a nova. Pesá-las com regularidade ajuda a detetar alterações de peso durante a transição. Lava os recipientes de água todos os dias e retira os restos de comida húmida depois da refeição. Se partilharem a zona de alimentação, observa se cada uma consegue comer.

Treino para os cuidados diários e adaptações com a idade

Subir por vontade própria para um poleiro de transporte, usado para deslocar a ave, pode ser um dos primeiros exercícios. Dá-lhe uma pequena recompensa logo que avance na direção do poleiro. Mais tarde, podes associar a subida a um curto percurso até à balança. A ave deve poder regressar ao seu lugar habitual sempre que quiser. Outra pessoa que cuide dela também consegue aprender estas pequenas rotinas.

Um periquito-de-colar jovem já deve comer sozinho de forma regular antes de mudar de casa. Uma ave mais velha pode precisar de poleiros mais próximos uns dos outros ou de comedouros mais fáceis de alcançar. Se voar menos, agarrar-se aos poleiros com dificuldade ou perder peso, precisa também de uma avaliação por um veterinário especializado em aves, para que uma eventual doença possa ser tratada.

Uma ave que de repente coma muito pouco, permaneça com as penas eriçadas ou reaja muito menos do que é habitual precisa de ser examinada rapidamente. Se tiver dificuldade em respirar, contacta imediatamente um veterinário especializado em aves ou um serviço veterinário de urgência. Uma caixa de transporte que a ave conheça e contactos atualizados ajudam quando o tempo conta. Anotações sobre o que costuma comer e sobre a sua atividade habitual podem ajudar a explicar o que mudou.

Perguntas frequentes

Um periquito-de-colar pode aprender a falar?

Alguns imitam palavras, enquanto outros quase não o fazem. O contacto por vontade da ave, as rotinas previsíveis e as atividades que a ocupam são mais importantes para a relação do que a capacidade de imitar a fala.

Os periquitos-de-colar que vivem em liberdade mostram que uma varanda é um alojamento adequado?

As populações estabelecidas em cidades mostram que a espécie consegue sobreviver em determinadas condições. Isso não significa que uma varanda seja um alojamento adequado para uma ave de companhia. Um viveiro exterior continua a precisar de planeamento informado, abrigo, proteção contra o tempo e medidas que impeçam fugas.

Fontes e créditos das fotografias

Créditos das fotografias

Fotografia: Rose-ringed parakeet (Psittacula krameri), University of Rajshahi, Bangladesh (1).jpg · A. H. M Ibnul Arabi · CC BY-SA 4.0. Redimensionada para a Web e convertida para WebP. O conteúdo da imagem não foi alterado.

Fotografia: The Rose Ringed Parakeet in flight.jpg · Prasan Shrestha · CC BY-SA 4.0. Redimensionada para a Web e convertida para WebP. O conteúdo da imagem não foi alterado.

Fotografia: 2018.03.03.-10-Mannheim-Vogelstang--Halsbandsittich-Weibchen.jpg · Andreas Eichler · CC BY-SA 4.0. Redimensionada para a Web e convertida para WebP. O conteúdo da imagem não foi alterado.

Fotografia: Rose-ringed Parakeet in Rabindra Sarobar October 2025 by Tisha Mukherjee 03.jpg · Tisha Mukherjee · CC BY-SA 4.0. Redimensionada para a Web e convertida para WebP. O conteúdo da imagem não foi alterado.

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