Formar um grupo compatível
Os porquinhos-da-índia devem viver com companheiros da sua espécie com os quais se deem bem. A Federação Alemã de Proteção dos Animais recomenda um grupo de pelo menos 3 animais. Um macho castrado com fêmeas é uma composição possível, mas outros grupos também podem funcionar. É essencial prevenir crias indesejadas.
Adotar um grupo que já vive junto pode facilitar o início. Num centro de acolhimento ou junto de uma família de acolhimento, podes perguntar quais os animais que se dão bem, qual tende a afastar-se dos outros e que problemas de saúde anteriores são conhecidos. Essa informação ajuda-te a distribuir os pontos de alimentação e os abrigos de acordo com o grupo. Se for necessário juntar animais que ainda não se conhecem, fala antes com uma entidade de acolhimento experiente sobre a composição do grupo e a forma de os apresentar.
Um recinto com caminhos livres
A Federação Alemã de Proteção dos Animais recomenda uma área no chão de, pelo menos, 2 m² para até 4 porquinhos-da-índia. É um limite mínimo. Mais espaço contínuo facilita a disposição do recinto. Uma área com 2 m de comprimento por 1 m de largura dá uma ideia da dimensão necessária. Os pisos adicionais não substituem essa área principal no chão.
Ao desenhares o recinto, podes começar por deixar um percurso livre ao longo do espaço. Distribui também vários pontos de alimentação e abrigos com 2 saídas, para que os animais se possam afastar uns dos outros. Uma casinha atravessada na única passagem pode bloquear o caminho. Se todo o feno e a água estiverem num só canto, os animais terão de se juntar ali. Ao espalhar comida, água e esconderijos pelo recinto, ajudas os porquinhos-da-índia a manter distância quando comem ou descansam.
O chão deve manter-se seco e limpo, com uma superfície onde as patas não escorreguem. Se o recinto interior for aberto, os cães e gatos não podem ter acesso a essa divisão. Para viverem no exterior durante todo o ano, os porquinhos-da-índia precisam de um abrigo resistente às condições meteorológicas, sombra nos dias de calor e um recinto onde os predadores não consigam entrar. Um parque montado para o verão, por si só, não oferece essa proteção.
Feno, verduras frescas e vitamina C
Deve haver sempre feno de boa qualidade disponível, além de verduras e legumes frescos adequados todos os dias. Os porquinhos-da-índia não conseguem produzir vitamina C, por isso têm de a obter através da alimentação. O pimento pode fazer parte dos alimentos frescos que a fornecem. Introduz um alimento novo aos poucos, começando por pequenas quantidades.
Inclui o feno e as verduras frescas nas compras habituais. Barras doces para roer, produtos à base de iogurte e grandes porções de fruta não os substituem. Se for necessário um alimento complementar, escolhe um formulado especificamente para porquinhos-da-índia.
Confirma o abastecimento de água mesmo quando o bebedouro ainda parece cheio: o bico pode estar entupido. Verifica se a água sai e se os animais conseguem beber. Durante os cuidados diários, podes retirar os restos de comida fresca e limpar as zonas húmidas ou sujas.
Deixa que o contacto aconteça ao nível do chão
Um porquinho-da-índia que fica imóvel ao colo não está necessariamente à vontade. É um animal de presa e pode ficar paralisado quando tem medo. Sentar-te calmamente junto ao recinto e oferecer-lhe um pouco de uma verdura a que esteja habituado permite-lhe decidir se quer aproximar-se.
As crianças podem gostar de descobrir qual dos animais explora primeiro um túnel ou encontra um novo local com comida. Cada porquinho-da-índia deve poder regressar facilmente a um abrigo. Pegares nele para uma verificação de saúde necessária é diferente de o transportares por diversão. Uma pessoa experiente pode mostrar-te como apoiar o peito e a parte posterior do corpo com segurança.
Reconhecer mudanças em cada animal
Na hora da comida, observa brevemente cada porquinho-da-índia: aproxima-se como habitualmente, mastiga normalmente e move-se sem dificuldade? Se comer menos, produzir visivelmente menos fezes ou estiver invulgarmente quieto, procura avaliação veterinária sem demora. Mesmo uma pequena mudança pode ser importante.
Pesar cada animal regularmente complementa a observação diária. Regista o peso com a data para poderes comparar os valores ao longo de várias semanas. A evolução do peso do mesmo animal diz mais do que um valor isolado. Uma nota como «come pimento, mas deixa o feno» dá ao veterinário mais informação do que «come de forma estranha». Fotografias e observações concretas ajudam a explicar o que mudou durante a consulta.
À medida que envelhecem, os animais devem continuar a conseguir chegar à comida e aos abrigos sem passar por rebordos altos. Se um porquinho-da-índia andar mais devagar ou tiver dificuldade em comer, deve ser examinado por um veterinário. Não atribuas automaticamente essas mudanças à idade. Os registos regulares do peso e da forma como mastiga ajudam a descrever a evolução. Sempre que possível, mantém o porquinho-da-índia no grupo a que está habituado.
Prever os cuidados durante as ausências e os custos regulares
O feno, os alimentos frescos, o material para forrar o chão ou os resguardos laváveis, os produtos de limpeza e os cuidados veterinários são despesas contínuas. Para fazeres um orçamento realista, usa os preços da tua zona e o número de animais do grupo. O preço baixo de compra ou adoção de um animal diz pouco sobre o custo de cuidar dele.
Antes de ires de férias, a pessoa que vai cuidar dos animais deve acompanhar-te numa sessão habitual de alimentação e limpeza. Deixa-lhe os nomes e as características que permitem identificar cada porquinho-da-índia, os alimentos a que estão habituados e os comportamentos invulgares a que deve estar atenta. Inclui os contactos da clínica veterinária e do serviço de urgência, bem como a localização da transportadora e dos documentos de saúde. Assim, essa informação estará à mão se for necessária.
Perguntas frequentes
Um coelho pode fazer companhia a um porquinho-da-índia?
Um coelho não substitui outro porquinho-da-índia. As duas espécies comunicam de formas diferentes e têm necessidades distintas. Ambas precisam de companhia adequada da sua própria espécie.
2 m² são sempre suficientes?
A área indicada é o mínimo recomendado para o bem-estar dos animais. Um grupo maior, conflitos entre os animais ou uma disposição pouco prática do recinto podem exigir mais espaço.
Um olhar mais atento
Fontes e créditos das fotografias
- Haltung von MeerschweinchenDeutscher TierschutzbundFormar um grupo compatível · Um recinto com caminhos livres · Deixa que o contacto aconteça ao nível do chão
- Your guinea pig’s dietPDSAFeno, verduras frescas e vitamina C
- Guinea pig behaviour and hiding placesRSPCAUm recinto com caminhos livres · Deixa que o contacto aconteça ao nível do chão
- Guinea pig health and welfareRSPCAReconhecer mudanças em cada animal · Prever os cuidados durante as ausências e os custos regulares
Créditos das fotografias
Fotografia: Portrait of guinea pig. Close up photo. (50716110562).jpg · Jernej Furman from Slovenia · CC BY 2.0. Imagem redimensionada proporcionalmente e guardada em WebP. A disposição na página pode cortar parte da imagem.
Fotografia: Cobaya (Cavia porcellus), Tierpark Hellabrunn, Múnich, Alemania, 2012-06-17, DD 01.JPG · Diego Delso · CC BY-SA 3.0. Imagem redimensionada proporcionalmente e convertida para o formato WebP. A disposição na página pode recortar a imagem.
Fotografia: Cochon d'Inde (Cavia porcellus) (3).jpg · Gzen92 · CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada proporcionalmente e convertida para o formato WebP. A disposição na página pode recortar a imagem.
Fotografia: Cavia Porcellus.png · Rex tremendae majestatis · CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada proporcionalmente e convertida para o formato WebP. A disposição na página pode recortar a imagem.






