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Cão de caça finlandês com uma voz marcante

Spitz finlandês

A pelagem vermelha dourada, as orelhas pontiagudas e a cauda enrolada tornam o Spitz finlandês fácil de reconhecer. É um cão de caça atento e independente, que se interessa facilmente por aves e cheiros durante os passeios. Os latidos tinham uma função na caça e também devem ser ponderados na vida em casa.

Porte: MédioAtividade: ElevadaCuidados do pelo: Várias vezes por semana

Em resumo

Porte
Médio
Altura ao garrote
39 a 50 cm
Esperança de vida
mais de 10 anos
Atividade
Elevada
Cuidados do pelo
Várias vezes por semana
Treino
Paciência e orientação clara
Experiência do tutor
Recomenda-se experiência

Um caçador independente que se faz ouvir

Na caça, o Spitz finlandês procura aves da floresta com bastante autonomia. Essa atenção ajuda a explicar por que motivo um cheiro ou uma ave lhe podem prender o interesse durante um passeio. Quando encontra uma ave numa árvore, ladra para a manter ocupada e indicar a localização ao caçador. A voz faz parte do trabalho para o qual foi desenvolvido e pode ser difícil de conciliar com uma casa pouco isolada dos ruídos.

Vale a pena recompensar os momentos em que volta a atenção para a pessoa ou se deita depois de ouvir um som. Gritar com um cão excitado pode aumentar a agitação. Praticar respostas calmas antes de ele começar a ladrar intensamente dá-lhe uma alternativa mais clara.

Perante desconhecidos, pode preferir observar à distância antes de se aproximar. Um adulto deve acompanhar o contacto com crianças e garantir descanso sem interrupções. Pequenos animais precisam de ficar fora do seu alcance. Com gatos, importam as experiências anteriores e a forma como reage durante a apresentação. Convém observar se ambos ficam tranquilos ou se o cão tenta perseguir o gato.

Um Spitz finlandês de cauda enrolada sobre a relva.
Um Spitz finlandês de cauda enrolada sobre a relva.
Um Spitz finlandês sobre um piso pavimentado numa exposição canina.
Um Spitz finlandês sobre um piso pavimentado numa exposição canina.

Dia a dia

Os passeios devem dar-lhe oportunidade de explorar e cheirar. Em locais com animais selvagens ou gatos à solta, a trela é importante. Uma trela longa de treino pode dar mais liberdade num espaço adequado. Para correr solto, é necessário um terreno bem vedado.

O regresso quando é chamado pode começar a poucos passos, num sítio com pouca distração. Depois da recompensa, deixá-lo voltar a cheirar ajuda a evitar que cada chamada anuncie o fim do passeio. Só quando o exercício resulta num ambiente tranquilo faz sentido aumentar a dificuldade.

Buscas curtas e recompensas variadas tornam a aprendizagem interessante. Sessões longas e repetitivas combinam menos com um cão habituado a investigar por si. Depois da atividade, precisa de descanso. Os cuidados e o tempo sozinho também devem ser preparados, sobretudo quando os sons da casa ou da rua o fazem ladrar com facilidade.

Ficar sozinho em casa

Os cães aprendem gradualmente a ficar sozinhos em casa. A RSPCA aconselha que não fiquem sozinhos mais de quatro horas de cada vez. Os cachorros e os cães que ficam inquietos quando estão sozinhos precisam de ausências mais curtas e de treino gradual. Combina com alguém para cuidar do teu cão quando tiveres de te ausentar por mais tempo.

Cuidados no dia a dia

O pelo exterior firme cobre uma camada interior densa. Convém escová-lo regularmente e com mais frequência durante a muda, quando perde bastante pelo antigo. A pelagem é mais cheia no pescoço e no dorso. Os machos costumam apresentar uma gola mais evidente. A escovagem deve ser suave. Um profissional pode ajudar com nós difíceis de retirar, e dor durante os cuidados deve ser avaliada pelo veterinário.

Depois dos passeios, convém secar as patas e observar a pele e as unhas. Vermelhidão, mau cheiro, comichão nos ouvidos ou abanar repetidamente a cabeça são motivos para uma consulta. A escovagem dos dentes deve ser ensinada aos poucos, com pasta própria para cães.

As porções devem acompanhar a atividade e a condição corporal. Petiscos e recompensas contam para a quantidade diária de alimento. Pesagens regulares, com os valores registados, ajudam a perceber quando é preciso rever as porções.

Um Spitz finlandês com a cabeça apoiada numa pata durante uma exposição canina.
Um Spitz finlandês com a cabeça apoiada numa pata durante uma exposição canina.

Origem e aparência

A raça foi desenvolvida para a caça de aves nas florestas da Finlândia. O registo começou no final do século XIX, e o primeiro padrão data de 1892. Em 1979, foi reconhecido como cão nacional da Finlândia. O Spitz finlandês e o Laika carelo-finlandês foram reunidos na mesma raça em 2006.

O corpo é quase quadrado, a cauda enrola-se sobre o dorso e o pelo vermelho dourado apresenta zonas mais claras. O padrão de 2026 da organização canina internacional FCI indica entre 44 e 50 centímetros ao garrote para os machos e entre 39 e 45 para as fêmeas. As alturas preferidas são 47 e 42 centímetros, respetivamente. A medida é feita do chão até ao ponto mais alto da zona dos ombros.

Saúde

Ao falar com um criador, convém perguntar por problemas de saúde na família e consultar os resultados disponíveis. A epilepsia merece atenção nesta raça. As crises repetidas resultam de atividade elétrica anormal no cérebro. Na epilepsia idiopática, não é identificada outra doença que explique as crises. Um estudo finlandês de 2013 encontrou indícios de hereditariedade no Spitz finlandês.

Uma crise nem sempre afeta o corpo inteiro. Pode incluir movimentos invulgares e repetidos de uma parte do corpo. Perante uma primeira suspeita, convém consultar o veterinário para avaliar se foi uma crise e investigar a causa, mesmo que o cão pareça normal depois. Se a crise durar mais de dois minutos, é necessária assistência veterinária imediata.

O Royal Kennel Club indica uma esperança de vida superior a dez anos. Quando existem crises, o plano de tratamento e o acompanhamento devem ser adaptados ao cão. Registar a duração e a forma como recupera pode ajudar nas consultas. A medicação deve ser dada e ajustada de acordo com o plano do veterinário.

Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?

Poderá ser adequada se…

  • Gosta de estar ao ar livre e pode respeitar o interesse de um cão de caça por aves e cheiros.
  • Consegue acomodar um cão que se faz ouvir e quer praticar respostas tranquilas aos estímulos.
  • Aprecia variar o treino e conviver com um cão que também toma iniciativas por si.

Poderá ser menos adequada se…

  • Precisa de um cão muito silencioso numa casa onde os sons se ouvem facilmente.
  • Quer deixá-lo solto mesmo onde aves ou outros pequenos animais possam chamar-lhe a atenção.
  • Não consegue organizar acompanhamento veterinário continuado caso desenvolva epilepsia.

Necessidades semelhantes, cães diferentes.

Selecionados por características partilhadas de porte, atividade, cuidados e treino.

Cão de pastoreio e de quinta da Noruega

Buhund norueguês

Médiomais de 12 anos

O Buhund norueguês é um cão vivo e atento, que gosta de participar na vida da família. Nas quintas, ajudava a conduzir os animais e a vigiar a propriedade. Hoje continua a apreciar passeios, atividades em conjunto e oportunidades para aprender. A tendência para ladrar e os cuidados com o pelo denso também devem ser ponderados antes da escolha.

Spitz nórdico cinzento de caça

Elkhound Norueguês Cinzento

Médiomais de 10 anos

O Elkhound Norueguês é um cão de caça resistente, com pelo espesso, orelhas erguidas e cauda enrolada. Foi criado para encontrar caça de forma autónoma e indicar a sua localização através do ladrar. A vida com este cão deve ter em conta o gosto pela atividade, a voz e o interesse por animais selvagens.

Cães de caça

Basenji

Médiomais de 12 anos

O basenji ladra raramente, mas pode emitir sons semelhantes a um canto tirolês. No exterior, pode seguir rapidamente um rasto pelo cheiro ou um animal em movimento. Por isso, só deve correr sem trela num espaço vedado e seguro.

Fontes e créditos das fotografias

  1. Teaching your dog to be left alone

    Utilizado neste perfil para: Ficar sozinho em casa

  2. Phenotype, inheritance characteristics, and risk factors for idiopathic epilepsy in Finnish Spitz dogs

    Utilizado neste perfil para: Saúde

  3. Finnish Spitz, FCI Standard No.49

    Utilizado neste perfil para: Porte / Peso, Temperamento, Dia a dia, Cuidados no dia a dia, Origem e aparência, Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?

  4. Finnish Spitz

    Utilizado neste perfil para: Temperamento, Dia a dia, Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?

  5. Finnish Spitz

    Utilizado neste perfil para: Temperamento, Dia a dia, Cuidados no dia a dia, Saúde, Esperança de vida, Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?

  6. Dental disease in dogs

    Utilizado neste perfil para: Cuidados no dia a dia

  7. Ear problems in pets

    Utilizado neste perfil para: Cuidados no dia a dia

  8. Grooming and bathing pets

    Utilizado neste perfil para: Cuidados no dia a dia

  9. Seizures and Epilepsy in Dogs

    Utilizado neste perfil para: Saúde

  10. Training your dog

    Utilizado neste perfil para: Dia a dia, Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?

Créditos das fotografias

Vista de lado · FSpitz dogshow.jpg · Karelka-layka · CC BY-SA 3.0 · Editada

Dia a dia · FINNISH SPITZ.jpg · Karelgerda · CC BY-SA 3.0 · Editada

Retrato · Finnish Spitz 600.jpg · sannse · CC BY-SA 3.0 · Editada

Pelagem e características · Finnish Spitz - GCH Dv9k9's Red Hot Star aka Rocket 2 (16576435166).jpg · Pets Adviser · CC BY 2.0 · Editada