Grande guardião espanhol de rebanhos com pelo branco
Mastim dos Pirenéus
O Mastim dos Pirenéus é um guardião espanhol muito grande, com pelo branco, máscara colorida e corpo poderoso. Costuma ser amistoso com a família, sem deixar de prestar atenção ao que desconhece. Espaço amplo, cuidados regulares e completos do pelo e uma condução tranquila e segura são essenciais para o seu dia a dia.
Em resumo
- Porte
- Grande
- Esperança de vida
- 10 a 12 anos
- Atividade
- Moderada
- Cuidados do pelo
- Várias vezes por semana
- Treino
- Paciência e orientação clara
- Experiência do tutor
- Recomenda-se experiência
Um grande guardião dos rebanhos dos Pirenéus espanhóis
O Mastim dos Pirenéus guardava rebanhos nos Pirenéus espanhóis. Protegia as ovelhas de lobos e ursos. O tamanho, a coragem e a capacidade de avaliar uma situação de forma autónoma eram úteis nesse trabalho. É uma raça espanhola distinta do Cão de Montanha dos Pirenéus, de origem francesa.
O pelo branco apresenta uma máscara colorida no rosto e, muitas vezes, outras manchas no corpo. É de comprimento médio, com zonas mais longas no pescoço, nas patas e na cauda. O estalão internacional estabelece uma altura mínima ao garrote de 77 centímetros nos machos e de 72 nas fêmeas. Mede-se do chão ao ponto mais alto na zona dos ombros. São preferidos machos acima de 81 centímetros e fêmeas acima de 75. Não existe um limite superior fixo.
Muitos Mastins dos Pirenéus são calmos e amistosos com pessoas conhecidas. Perante movimentos ou situações desconhecidas, podem ficar mais vigilantes. A casa deve permitir apresentações tranquilas de visitantes e afastar o cão da entrada quando necessário. Um adulto deve acompanhar as interações com crianças. Mesmo um cão amigável com tanto peso pode deitar uma criança ao chão durante a brincadeira.

Dia a dia
Um Mastim dos Pirenéus adulto e saudável pode gostar de passeios e caminhadas sem pressa. O ritmo deve acompanhar a sua condição física e as características do percurso. Tempo para cheirar e fazer pausas faz parte do passeio. Em casa, brincadeiras de procurar alimento e breves exercícios de treino permitem estar juntos sem exigir sempre grande esforço físico.
No treino, é útil apresentar a tarefa com clareza. Para aprender a esperar diante de uma porta, pode começar por recompensar um breve momento de calma. Abrir a porta será um passo posterior. Devido ao tamanho do cão, vale a pena ensinar cedo a caminhar sem puxar. Quem o passeia deve conseguir conduzi-lo com segurança nos encontros com outros cães ou pessoas.
Precisa de espaço suficiente dentro de casa e de uma área exterior com vedação resistente. Deve conseguir levantar-se, virar-se e esticar-se sem se apertar em passagens estreitas. Quem toma conta dele temporariamente deve já conhecer o seu comportamento com visitas e outros cães. As instruções de cuidados do Fellfolio permitem reunir percursos habituais, rotinas de escovagem e contactos importantes.
Ficar sozinho em casa
Os cães aprendem gradualmente a ficar sozinhos em casa. A RSPCA aconselha que não fiquem sozinhos mais de quatro horas de cada vez. Os cachorros e os cães que ficam inquietos quando estão sozinhos precisam de ausências mais curtas e de treino gradual. Combina com alguém para cuidar do teu cão quando tiveres de te ausentar por mais tempo.
Treino do cão no dia a dia: chamada, trela solta e sinais claros ↗
Cuidados no dia a dia
O pelo denso deve ser escovado a fundo pelo menos uma vez por semana. Podem formar-se nós nas patas traseiras, na barriga e atrás das orelhas. Um pente ajuda a encontrá-los cedo. Durante a muda, solta-se bastante subpelo, a camada mais próxima da pele. Pequenas sessões adicionais permitem retirá-lo gradualmente.
Depois da chuva ou do banho, o pelo deve secar até à pele. O subpelo húmido durante muito tempo pode irritá-la. Também convém observar a pele solta do pescoço, onde podem ficar sujidade e humidade. As unhas precisam de controlo regular, incluindo as dos eventuais dedos adicionais nas patas traseiras, chamados esporões. Essas unhas podem não se desgastar o suficiente ao andar.
A escovagem dos dentes com pasta própria para cães e o hábito de tocar calmamente nas patas podem começar de forma gradual na fase de cachorro. Pequenos passos recompensados ajudam mais do que uma sessão longa que o cão mal tolera. Pele vermelha, nós dolorosos ou problemas de ouvidos recorrentes devem ser avaliados por profissionais.

Da fase de cachorro à velhice
Um jovem Mastim dos Pirenéus precisa de tempo para completar o desenvolvimento físico. Passeios curtos, exploração e brincadeiras ao seu próprio ritmo são adequados a um cachorro. Durante o crescimento, devem evitar-se saltos altos repetidos e corridas prolongadas impostas. A alimentação para cachorros de raças grandes e a verificação de que não está demasiado magro nem pesado ajudam a acompanhar esta fase.
O cachorro deve conhecer pessoas e cães novos em situações tranquilas. Caminhar à trela, esperar e aceitar os cuidados são aprendizagens úteis enquanto ainda é fácil conduzi-lo. Mais tarde, os exercícios conhecidos podem ser praticados fora do jardim, aumentando a dificuldade pouco a pouco.
Na velhice, passeios mais curtos e pisos onde não escorregue podem ajudar. Menos vontade de se movimentar ou dificuldade em levantar-se merecem investigação. O clube americano da raça e o American Kennel Club indicam dez a doze anos como referência de esperança de vida.
Do cachorro ao cão mais velho: o que o teu cão precisa em cada fase da vida ↗
Saúde
O clube americano da raça recomenda exames das ancas, cotovelos e coração, bem como um teste de ADN para uma variante associada à mielopatia degenerativa. Esta doença danifica a medula espinal e pode afetar progressivamente a capacidade de andar. O teste identifica uma variante genética de risco e ajuda nas decisões de reprodução. O resultado, por si só, não determina se o cão desenvolverá a doença. Uma marcha instável deve ser avaliada por um veterinário, pois outras doenças podem causar sinais semelhantes. Antes de escolher um cachorro, vale a pena pedir uma explicação dos resultados dos progenitores.
Na displasia da anca, a articulação não tem estabilidade suficiente. Isso pode causar dor e artrose. O peso e o exercício devem acompanhar a fase de desenvolvimento do cão. O veterinário pode explicar como reconhecer uma condição corporal adequada e que mudanças nos movimentos precisam de ser investigadas.
A dilatação e torção do estômago é outra emergência importante nos cães muito grandes. Um estômago cheio de gás pode rodar e prejudicar a circulação sanguínea. Tentativas de vomitar sem conseguir, agitação invulgar ou uma barriga subitamente tensa exigem ajuda veterinária imediata. O Fellfolio permite reunir contactos de emergência, exames anteriores e medicação atual. Registos regulares do peso e das observações acrescentam informação útil para consultas futuras.

Esta raça poderá adaptar-se à tua vida?
Poderá ser adequada se…
- Procura um cão muito grande e consegue conduzi-lo com segurança no dia a dia.
- Tem espaço para uma zona de descanso ampla e um jardim bem vedado.
- Pode garantir cuidados do pelo, acompanhamento adequado e as despesas da sua manutenção.
Poderá ser menos adequada se…
- Não consegue organizar visitas e encontros de forma a que o cão possa inicialmente manter distância.
- A sua casa é apertada ou não encontra quem consiga cuidar dele com segurança, tendo em conta o tamanho e o peso.
- Falta-lhe tempo para cuidar bem do pelo e o secar completamente depois da chuva ou do banho.
Necessidades semelhantes, cães diferentes.
Selecionados por características partilhadas de porte, atividade, cuidados e treino.
Spaniels levantadores de caça
Clumber Spaniel
O Clumber é o spaniel mais pesado: baixo, comprido e robusto, com pelagem branca e um olfato excelente. Em casa, parece muitas vezes tranquilo, mas no exterior segue os odores com persistência.
Cão francês forte, próximo da família e atento a estranhos
Dogue de Bordéus
O dogue de Bordéus é um cão francês forte, de pelo curto e cabeça larga. Costuma procurar a proximidade da família e pode ser vigilante. Antes de o escolher, importa perceber como lidar com o seu peso e conhecer os problemas de saúde associados à sua constituição e ao focinho curto.
Guardião português de rebanhos com duas variedades de pelo
Cão da Serra da Estrela
O Cão da Serra da Estrela vem das montanhas portuguesas, onde protegia o gado. Forte e atento, pode criar uma ligação muito próxima à família e manter alguma reserva perante desconhecidos. A sua independência e o comportamento de guarda devem ser tidos em conta na organização da casa, dos passeios e dos cuidados.
Fontes e créditos das fotografias
- Teaching your dog to be left alone
Utilizado neste perfil para: Ficar sozinho em casa
- Gastric Dilatation Volvulus
Utilizado neste perfil para: Saúde
- Canine Hip Dysplasia
Utilizado neste perfil para: Saúde
- Degenerative myelopathy
Utilizado neste perfil para: Saúde
- Ear problems in pets
Utilizado neste perfil para: Cuidados no dia a dia
- Grooming and bathing pets
Utilizado neste perfil para: Cuidados no dia a dia
- Exercising your puppy
Utilizado neste perfil para: Da fase de cachorro à velhice
- Pyrenean Mastiff
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- Pyrenean Mastiff Health Statement 2024
Utilizado neste perfil para: Saúde, Esperança de vida
- Pyrenean Mastiff, FCI Standard No.92
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- Children and Dogs
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- Dog dental care
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- Train Your Dog to Come When Called
Utilizado neste perfil para: Dia a dia
- Training your dog
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Créditos das fotografias
Retrato · Bachata.jpg · Otaula · Public domain
Vista de lado · Pirenej.JPG · Jacekjarz · CC BY-SA 3.0 · Editada
Pelagem e características · Masif pirenejski profil 979.jpg · Pleple2000 · CC BY-SA 3.0 · Editada
Dia a dia · Ivanhead.jpg · Otaula · Public domain



